Viajar para o Atacama foi

bem mais fácil do que eu pensava.

 

 

Tudo correu na maior tranqüilidade. Fomos em 4 motos e sem nenhuma reserva em hotel mas não tivemos dificuldade em arranjar onde ficar e onde comer.

Entramos na Argentina por Foz do Iguaçu e nossa primeira parada foi em Puerto Iguazu.

 

Para fazer os tramites de entrada na Argentina foi simples, passamos numa guarita e recebemos um pequeno papel com um numero, estacionamos e fomos encaminhados para a Migracion para o registro da entrada no passaporte e no mesmo guichê fizemos a entrada da moto (aduana) Caneta na mão para preencher um pequeno formulario. Ali mesmo há uma casa de cambio onde trocamos nossos reais por pesos Argentino.

Dica: Se fizer cambo em Foz: Cuidado! Há “olheiros paraguaios” doidos pra ficar com seus pesos.

De Puerto Iguazu seguimos pela Ruta 12 Até Corrientes onde dormimos.

Saímos de Corrientes pela manha em direção a Resistência, onde pegamos a Ruta 16 (fácil de se confundir e pegar a Ruta 11). Tínhamos a intenção de fazer tudo o percurso da Ruta 16 até a Ruta 9 e daí até Salta mas paramos em Joaquim Gonzáles, o que foi uma boa decisão pois o local é bastante hospitaleiro.

 

 

 

Na saída de Joaquim G. cruzamos com um casal de artesões de Salta que estavam indo ao Rio de Janeiro em um YBR 125.

 

 

Saindo de Salta, seguimos pela Ruta 9 antiga, uma estradinha estreita bastante sinuosa que acompanha um rio de águas do degelo, muito bonito. Chegamos a noite em Purmamarca para dormir.

No outro dia voltamos até Tilcara, na Ruta9 para abastecer e seguimos novamente para a Ruta 52 sentido paso de Jama.

Seguindo a Ruta 52 passamos por Salinas Grandes, um lugar mágico!

Antes do Paso de Jama há uma lanchonete e o ultimo posto para abastecer as motos, logo tem-se a aduana Argentina para a saída.

Neste ponto é bom parar e se agasalhar. Não fizemos isso e tivemos que parar no meio da cordilheira com temperatura a baixo de zero. Outra diga é não cruzar o Paso de Jama após as 16:00h por causa das baixas temperaturas na cordilheira.

A aduana do Chile fica em San Pedro de Atacama, 160Km da fronteira, onde chegamos por volta das 17:00h.

Foi muito legal encontrar na Aduna Chilena um casal de amigos aqui de Itupeva-SP Um mês antes estávamos no CRAISA em Sto. André.

Em SPA procure as pousadas um pouco mais afastado do centro, bem como os restaurantes, neles os preços são menores e sempre pechinche.

Por falar em preços, SPA é um lugar caro por isso tem que pesquisar  bastante antes de comprar qualquer coisa. Uma lata de cerveja pode sair por R$ 8,00 se você não procurar, uma pizza de mussarela menor que as nossas aqui sai por R$ 44,00.

Eles tem lá umas vendinhas toda entulhadas de mercadorias que tem os melhores preços.

Seguimos em três motos até Antofagasta para ver o Oceano Pacifico, que alias estava gelado pra chuchu. Tivemos um pouco de dificuldade para arranjar um hotel e acabamos ficando em um em simples. Nota: Até os hotéis mais simples possuem serviço de internet wifi grátis.

Foi mais fácil achar brasileiros La do que o hotel, cruzamos com dois paulista de São Bernardo vindo de Santiago rumo ao Peru e jantamos em um restaurante brasileiro... estávamos com saudade do Arroz com feijão. No outro dia fomos conhecer a Mão do Deserto e voltamos para SPA.

Em SPA há varias agencias de turismo pra te levar nos pontos para visitação, tem locais que é melhor ir com as Vans deles que de moto.

Visitem os Gêiser, Laguna Sejar. O Vale de La luna da pra ir de moto se ela não for uma custom.

No inicio tínhamos a intenção de chegar até Iquique, mas a cada curva tem uma foto pra ser tirada (foram quase 3000 ao todo), uma paisagem, um lugar , um detalhe que não pode ser ignorado e com isso o nosso tempo ficou curto, não repita esse erro, saia com dias a mais na sua programação, eles vão ser úteis.

Vamos as dicas:

- Esqueça o Paraguai, a não ser que você tenha tempo, dinheiro e paciência pra aturar a cara de pau dos guardas corruptos.

- Não esqueça nenhum documento, principalmente a carta verde. Não vi a necessidade de levar cópias (Xerox) deles mas é bom scanea-los e deixar na sua caixa de email para uma eventualidade.

- Você não vai precisar de uma carteira de habilitação internacional e nem de passaporte, mas sua RG deve ter uma foto com menos de 5 anos.

- Faça cambio na entrada dos países que passar, leve dinheiro em espécie.

- Cartão de credito é aceito em poucos lugares na argentina e Chile, não se esqueça de habilitar a função para uso internacional.

- Há relatos de falta de gasolina em posto do norte da Argentina, por isso levamos um galão de 5 litros como reserva, levamos e trouxemos.

- Acostume-se com os olhares curiosos dos habitantes das cidades que parar, você vai ser a atração do dia.

- Falar o idioma local ajuda bastante, foi difícil explicar para o frentista de um posto La em Salta que queríamos “Cambiar o Azeite do motor”.

- Cuidado com as lei de transito no Chile, eles são muitos rígidos com elas, se tiver uma placa de PARE na sua frente, pare. Se não o fizer vai deixa-los muito irritados.